A juventude entra em cena
A semana de 18 a 24 de outubro do Judô
Jaques Freitas- compartilhe

Quase cinco mil atletas se encontram em Foz do Iguaçu para os Jogos da Juventude, enquanto São Paulo recebe uma iniciativa inédita dedicada exclusivamente ao Ne Waza. De um lado, jovens judocas começam a construir seus caminhos no esporte; do outro, uma nova competição abre espaço para olhar com mais atenção para o combate no solo.
A juventude entrou em cena em Foz do Iguaçu
Os Jogos da Juventude 2026 movimentam Foz do Iguaçu, no Paraná, reunindo quase cinco mil atletas de 15 a 17 anos, representantes dos 27 estados brasileiros.
Organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o evento reúne jovens classificados a partir de seus desempenhos nos Jogos Escolares estaduais. É uma oportunidade para atletas de diferentes regiões do país medirem forças, ganharem experiência e começarem a dar passos importantes no esporte de alto rendimento.
No judô, São Paulo terminou como destaque da competição, conquistando quatro ouros nas disputas individuais e mais um na competição por equipes mistas.
Os resultados colocam o estado em evidência nesta edição e mostram a força de seu trabalho de formação. Para muitos desses atletas, competições como os Jogos da Juventude representam mais do que uma disputa por medalhas: são etapas de uma trajetória que ainda está começando.
O combate no solo ganhou um evento próprio em São Paulo
Enquanto a nova geração competia no Paraná, o judô paulista também teve uma novidade para celebrar.
A Federação Paulista de Judô (FPJudô) realizou a primeira edição do Open São Paulo de Ne Waza, evento dedicado exclusivamente às técnicas de combate no solo.
O torneio nasce com a proposta de ampliar o repertório tático dos judocas e estimular o desenvolvimento técnico em uma parte fundamental da modalidade. Afinal, o combate não termina quando a luta chega ao chão — e saber aproveitar essas situações pode fazer a diferença em uma disputa.
O Ne Waza exige leitura, controle, precisão e capacidade de encontrar soluções diante das movimentações do adversário. Ter uma competição voltada especificamente para esse aspecto abre espaço para que atletas trabalhem e demonstrem habilidades que, nos torneios convencionais, dividem a atenção com as técnicas em pé.
Por ser a primeira edição, o Open também representa um passo novo para o calendário paulista. Resta acompanhar como a iniciativa vai se desenvolver e se consolidar nas próximas temporadas.
O judô se constrói de diferentes maneiras
A semana reuniu duas iniciativas com propostas distintas, mas que apontam para caminhos importantes da modalidade.
Em Foz do Iguaçu, jovens atletas tiveram a oportunidade de competir e buscar seu espaço. Em São Paulo, o Ne Waza ganhou um evento próprio, ampliando o olhar sobre as possibilidades técnicas do judô.
Nem toda evolução aparece apenas no pódio. Ela também acontece na formação de novos atletas, na criação de oportunidades e no desenvolvimento de aspectos do esporte que merecem mais atenção.
E é assim que o judô continua avançando: com uma geração que começa a escrever sua história e novas iniciativas que ajudam a ampliar os caminhos dentro do tatame.