Entre novos caminhos e um legado eterno

A semana de 11 a 17 de outubro do Judô

Foto de Jaques FreitasJaques Freitas
1 min de leitura 18/10/2026 às 18:00
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O Brasil encerrou sua participação no Mundial de Baku sem medalhas, mas a semana também trouxe um brasileiro ao topo do ranking mundial e sete medalhas na Copa Europeia Sênior de Málaga. Entre resultados e novos passos da modalidade, o judô brasileiro se despediu de um de seus nomes mais importantes: Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do país no judô.

Baku termina sem medalhas brasileiras

A participação brasileira no Campeonato Mundial de Judô chegou ao fim com a disputa por equipes. Depois de encerrar as provas individuais sem subir ao pódio, o Brasil foi derrotado pela China nas oitavas de final e se despediu de Baku sem medalhas nesta edição.

A competição também deixou um momento de preocupação para a equipe brasileira. A campeã olímpica Beatriz Souza saiu do dojo mancando e precisou da ajuda das companheiras, após aparentar sentir uma lesão na perna. O quadro e a gravidade da lesão precisam ser confirmados oficialmente.

Se o resultado coletivo não veio, o Mundial teve um desdobramento importante para Daniel Cargnin. Mesmo sem medalha em Baku, o brasileiro somou pontos suficientes para ultrapassar o tajique Muhiddin Asadulloev e assumir a liderança do ranking mundial na categoria até 73 kg.

Uma mudança importante para Cargnin, que chega ao topo da classificação internacional em uma das categorias mais disputadas do judô masculino.

Málaga trouxe sete medalhas para o Brasil

Enquanto o Mundial reunia a elite da modalidade em Baku, uma delegação brasileira também estava na Espanha para a Copa Europeia Sênior de Málaga.

O Brasil encerrou a competição com sete medalhas e a terceira colocação no quadro geral, em uma campanha que reuniu atletas em diferentes momentos de suas trajetórias no alto rendimento.

O ouro veio com Jesse Barbosa, campeão na categoria até 90 kg.

As três medalhas de prata foram conquistadas por João Rodrigues, nos 60 kg; Maria Eduarda Oliveira, nos 78 kg; e Andrey Coelho, na categoria acima de 100 kg.

Já Luan Almeida, nos 81 kg; Maria Guilherme, nos 70 kg; e Ana Soares, acima de 78 kg, completaram a participação brasileira com medalhas de bronze.

O resultado reforça a importância dessas competições no calendário internacional: além de buscar pódios, os atletas têm a oportunidade de acumular experiência e seguir avançando no circuito europeu.

Uma despedida que faz parte da história

Na sexta-feira (16), o judô brasileiro perdeu Chiaki Ishii, aos 85 anos.

Pioneiro da modalidade no país, Ishii entrou para a história ao conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, tornando-se o primeiro brasileiro a subir ao pódio olímpico no judô.

Sua importância, porém, vai além daquela conquista. Ishii fez parte da geração que ajudou a abrir caminhos para a modalidade no Brasil e contribuiu para difundir o judô pelo país, deixando uma marca que ultrapassa os resultados esportivos.

A medalha de Munique representou um marco para o judô brasileiro. Mais de cinco décadas depois, o esporte conta com uma história olímpica muito maior, construída por atletas, treinadores e comunidades que ajudaram a desenvolver a modalidade.

Chiaki Ishii foi um dos pioneiros desse caminho. Sua trajetória permanece ligada à própria história do judô no Brasil.

O judô continua construindo sua história

A semana reuniu diferentes faces da modalidade: uma campanha mundial sem medalhas, a chegada de Daniel Cargnin ao primeiro lugar do ranking, sete pódios em Málaga e a despedida de uma figura histórica.

São momentos diferentes, mas que ajudam a entender como o judô se constrói ao longo do tempo. Há resultados que mudam rankings, competições que revelam novos caminhos e pessoas cuja contribuição permanece muito depois do último combate.

Nesta semana, o judô brasileiro teve um pouco de tudo isso.

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