E teve Judô para todas as idades
A semana de 20 a 27 de setembro do Judô
Jaques Freitas- compartilhe

O Brasil fechou sua participação nos Jogos Sul-Americanos com uma campanha perfeita, os veteranos voltaram ao pódio mundial e a base entrou em cena no Troféu Brasil Júnior. Enquanto isso, o Mundial de Kata movimenta o fim de semana e, na França, a ausência de Teddy Riner do Mundial de Baku também ganhou espaço entre os assuntos do judô.
Foi mais uma semana de tatame cheio — e de histórias bem diferentes para acompanhar.
Ouro para fechar uma campanha perfeita
Se havia uma maneira de encerrar a participação brasileira nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026, foi com mais uma medalha de ouro.
A equipe mista do Brasil venceu Venezuela e Peru e conquistou o título da competição. Foi a 12ª medalha de ouro brasileira e a 15ª medalha em 15 disputas possíveis no judô.
O resultado garantiu um aproveitamento de 100% da equipe brasileira e marcou a melhor campanha do país na história do judô nos Jogos Sul-Americanos.
Depois de tantos pódios nas disputas individuais, o Brasil ainda guardou uma última medalha para fechar a competição em grande estilo.
Veteranos também têm lugar no pódio
O judô brasileiro também teve motivos para comemorar no Campeonato Mundial de Veteranos.
O Brasil terminou a competição na terceira colocação, com um total de 22 medalhas: nove de ouro, quatro de prata e nove de bronze.
O resultado mostra que a competição continua sendo um importante espaço para atletas que seguem mantendo a relação com o judô competitivo ao longo dos anos.
Afinal, se o judô é um caminho para a vida toda, nada mais justo do que o calendário mundial acompanhar essa jornada.
A base começa a escrever o próximo capítulo
Enquanto os veteranos disputavam seu Mundial, a nova geração entrou no tatame no Troféu Brasil Júnior, competição do calendário do CBI.
As disputas individuais foram encerradas e agora resta apenas a competição por equipes, marcada para este domingo.
No masculino, o Flamengo (RJ) terminou na liderança, com duas medalhas de ouro. A Sogipa (RS) ficou com um ouro, duas pratas e dois bronzes, enquanto o E.C. Pinheiros (SP) conquistou um ouro e duas pratas.
No feminino, o SESI-SP terminou no topo, com dois ouros e um bronze. O Instituto Reação (RJ) ficou com um ouro, duas pratas e um bronze, enquanto a Sogipa (RS) conquistou um ouro, uma prata e um bronze.
Os resultados colocam Flamengo, Sogipa, Pinheiros, SESI-SP e Instituto Reação entre os clubes que tiveram maior destaque nas disputas individuais.
Mais do que uma fotografia do presente, os resultados do Troféu Brasil Júnior ajudam a acompanhar os nomes e clubes que podem aparecer nos próximos capítulos do judô brasileiro.
O Mundial de Kata também está acontecendo
E ainda tem competição mundial acontecendo neste fim de semana.
Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, recebe o Campeonato Mundial de Kata, reunindo atletas de diferentes países nas disputas das modalidades de kata.
Enquanto o judô competitivo costuma ganhar os holofotes pelos ippons, projeções e combates decididos nos últimos segundos, o kata apresenta outra maneira de olhar para o judô: técnica, precisão, controle e tradição.
É uma parte diferente do mesmo caminho.
Sem Riner em Baku
Outro assunto que repercutiu nesta semana foi a ausência de Teddy Riner no próximo Campeonato Mundial.
O francês não disputará o Mundial de Baku, em outubro, por conta de uma lesão. O gigante francês não participa de uma competição internacional desde os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Mesmo afastado das competições, Riner mantém o objetivo de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e buscar uma nova medalha de ouro olímpica individual.
Mas o nome do francês apareceu nas notícias por outro motivo nesta semana.
Depois de fazer comentários políticos durante um programa de televisão, Riner foi alvo de ataques racistas e cyberbullying nas redes sociais. O caso levou a Procuradoria de Paris a abrir uma investigação, após solicitação do Centro Nacional de Luta Contra o Ódio Online (PNLH).
Dentro e fora do tatame, o nome de Riner continua movimentando o mundo do judô.
E, enquanto o francês se recupera para tentar voltar às competições, o Mundial de Baku se aproxima — agora sem um dos maiores nomes da história recente da modalidade.
Conteúdo relacionado




