Medalhas em Abu Dhabi e olhos na nova geração
A semana de 25 a 31 de outubro do Judô
Jaques Freitas- compartilhe

O Brasil voltou ao pódio internacional no Grand Slam de Abu Dhabi, com três medalhas conquistadas. Enquanto isso, a temporada segue movimentada: a delegação brasileira se prepara para o Open Pan-Americano da Flórida, os convocados para o Mundial Júnior já conhecem seu próximo desafio e uma jovem judoca terá a missão de representar o país nos Jogos Olímpicos da Juventude.
Abu Dhabi trouxe três medalhas para o Brasil
O Grand Slam de Abu Dhabi reuniu a seleção brasileira nos Emirados Árabes Unidos, com uma delegação de 19 atletas: dez mulheres e nove homens.
O Brasil encerrou sua participação com três medalhas. Shirlen Nascimento, na categoria até 57 kg, conquistou uma prata inédita. Kaillany Cardoso, nos 70 kg, também ficou com a prata, enquanto Luana Carvalho garantiu o bronze.
O país ainda teve duas atletas disputando a medalha de bronze. Karol Gimenes, nos 78 kg, e Giovanna Santos, acima de 78 kg, chegaram às disputas, mas terminaram a competição na quinta colocação.
Uma campanha que coloca o Brasil novamente entre os países que subiram ao pódio no circuito internacional e dá sequência à reta final da temporada.
A Flórida é a próxima parada
O calendário internacional não dá muito espaço para descanso. O Brasil também se prepara para o Open Pan-Americano da Flórida, nos Estados Unidos, com uma delegação de cinco atletas.
No feminino, estarão Beatriz Comanche, na categoria até 63 kg, e Giovanna Falavena, nos 57 kg. Entre os homens, o país será representado por Michel Augusto e Lucas Takaki, ambos nos 60 kg, além de João Lira, nos 66 kg.
Os brasileiros estarão distribuídos em quatro das 14 categorias de peso do torneio, em mais uma oportunidade de buscar resultados e experiência internacional nesta reta final de 2026.
A nova geração já tem compromisso marcado
O próximo grande desafio para os jovens talentos brasileiros também já tem data e local definidos.
A seleção que disputará o Campeonato Mundial Júnior foi convocada. A competição acontece de 19 a 22 de novembro, em Tashkent, no Uzbequistão, e reúne atletas de até 20 anos.
A expectativa é de mais de 400 judocas, representando cerca de 60 países. É uma das principais vitrines internacionais da categoria e uma oportunidade importante para atletas que começam a se aproximar do judô sênior.
O Brasil terá 15 representantes nas disputas individuais, além de outros dois atletas convocados para integrar a equipe na competição por equipes mistas.
Agora, a preparação entra em uma nova etapa: transformar a convocação em boas apresentações no tatame e, quem sabe, em medalhas para o país.
Uma brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude
E a nova geração também terá representação em outro palco importante.
Nos IV Jogos Olímpicos da Juventude, o judô brasileiro contará com uma única representante, Clarisse Vallim de apenas 15 anos. Sua estreia está marcada para o dia 3 de novembro.
A competição é uma oportunidade especial para jovens atletas vivenciarem o ambiente olímpico, conhecerem adversários de diferentes países e darem mais um passo em sua formação esportiva.
Para ela, será a chance de representar o Brasil em uma experiência que vai muito além dos combates.
O judô brasileiro segue em movimento
Entre as medalhas conquistadas em Abu Dhabi e os compromissos que se aproximam, a semana mostrou diferentes momentos da trajetória de um atleta: o pódio internacional, a busca por espaço no circuito e os primeiros passos em competições de grande porte.
A temporada de 2026 ainda tem desafios pela frente — e a nova geração brasileira já começa a ocupar seu espaço neles.
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